Quanto custa trocar o controle de acesso do condomínio: o que entra na conta
4 min de leitura
Comparar propostas de controle de acesso é mais difícil do que parece, porque cada empresa coloca itens diferentes na conta. Uma proposta barata pode deixar de fora a instalação, o suporte ou a fechadura, e uma proposta cara pode incluir tudo isso e mais um ano de garantia. Este artigo lista o que precisa estar na conta para a comparação ser justa.
Equipamentos: o que fica na parede
Os terminais de reconhecimento facial são o item mais visível e um dos mais caros. O preço varia muito com o modelo: leitura de QR Code, cartão, resistência a chuva e sol, e capacidade de usuários mudam o valor. Um condomínio precisa de um terminal por porta controlada, e algumas portas precisam de dois, um para entrar e outro para sair.
Além dos terminais, entram a fechadura eletromagnética ou elétrica de cada porta, o botão de saída, a fonte de alimentação, o cabeamento de rede até cada terminal e o equipamento local que administra tudo. Se o condomínio já tem terminais compatíveis, o aproveitamento deles reduz bastante o investimento inicial.
Instalação e obras
A instalação costuma ser cotada à parte e depende muito do prédio. Passar cabo de rede até o portão da garagem pode exigir obra, e uma fachada antiga pode precisar de suporte para o terminal. Vale pedir que a visita técnica aconteça antes da proposta, para que esses itens não apareçam como surpresa no dia.
Entram também o ajuste da fechadura, o teste de cada porta e a configuração inicial. Pergunte se a importação do cadastro que já existe nos terminais antigos ou na planilha está incluída, porque recadastrar todos os moradores do zero tem um custo em tempo que raramente aparece na proposta.
A mensalidade e o que ela cobre
Quase todo sistema moderno tem uma mensalidade, e é nela que a comparação mais engana. Pergunte, item por item, o que ela inclui:
- O painel de administração e o número de usuários que podem usá-lo.
- Atualizações do sistema, sem visita técnica.
- Cópias de segurança fora do condomínio e a possibilidade de restaurá-las.
- Monitoramento do funcionamento e aviso quando algo para.
- Suporte: canais, horário de atendimento e prazo de resposta.
- Troca do equipamento local em caso de defeito.
Uma mensalidade sem suporte e sem backup parece barata até o primeiro problema. O custo de uma visita técnica avulsa e de um recadastro completo depois de uma falha costuma passar o valor de muitos meses de mensalidade.
Os custos que ninguém coloca na proposta
Alguns itens são do condomínio e não da empresa, mas fazem parte da conta. O nobreak para os terminais, a fechadura e a rede é o mais esquecido, e é ele que evita que o primeiro apagão vire uma noite com o portão travado. A internet precisa de um plano adequado e, idealmente, de um link reserva. A energia dos terminais e a manutenção das fechaduras, que são peças mecânicas, também entram.
Há ainda o tempo da administração: cadastrar moradores, cobrar fotos, atualizar o cadastro a cada mudança. Um sistema que facilita essas tarefas economiza horas por mês de quem administra o prédio, e esse tempo tem custo, mesmo quando não aparece em nenhuma fatura.
Como comparar duas propostas
Monte uma tabela com os mesmos itens nas duas colunas: equipamentos por porta, instalação, mensalidade com o que inclui, suporte e garantia. Depois, calcule o custo total de três anos, somando o investimento inicial e as mensalidades. Esse número costuma inverter a impressão inicial, porque uma mensalidade mais alta com tudo incluído sai mais barata que um equipamento barato com cobranças avulsas.
Compare também com o que o condomínio gasta hoje em portaria. Se a troca permitir reduzir turnos ou substituir parte do atendimento presencial, essa economia entra na conta do outro lado.
Como a Abriu cuida disso
A proposta da Abriu é feita para cada condomínio depois de uma visita, e mostra separadamente o que é equipamento, o que é instalação e o que é mensalidade. A mensalidade inclui a central instalada no condomínio, o painel para quantos usuários forem necessários, as atualizações automáticas, o backup diário criptografado fora do prédio, o monitoramento e o suporte.
Terminais Hikvision compatíveis que já existem são aproveitados, e o cadastro gravado neles é importado com fotos, cartões e digitais. O que fica com o condomínio, como nobreak, internet e fechaduras, é listado na proposta para que a conta esteja completa antes da assembleia.