Tag, chaveiro e interfone: o que fazer com o que já existe na portaria
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Um condomínio que troca o controle de acesso raramente começa do zero. Há cartões e tags em circulação, controles de garagem, um interfone que funciona e, às vezes, terminais que já leem rosto. Decidir o que aproveitar e o que aposentar é parte do projeto, e a resposta errada custa dinheiro ou segurança.
Cartões e tags: aproveitar, mas com prazo
Cartões de proximidade e tags costumam continuar funcionando nos terminais novos, desde que a tecnologia seja compatível, e isso é uma grande ajuda na transição: o morador que ainda não cadastrou o rosto entra com o cartão de sempre. O cuidado é não deixar que isso vire permanente. Cartão é algo que se empresta, se perde e se copia, e o condomínio não sabe quantos estão circulando.
Uma transição boa define que o cartão é o método reserva, mantém os que estão cadastrados e para de emitir novos. Com o tempo, os cartões ativos passam a ser poucos e conhecidos.
Controles de garagem
O controle remoto da garagem é o item mais difícil de aposentar, porque o rosto não resolve a entrada de um carro com vidro fechado. A maioria dos condomínios mantém o controle para veículos e usa o rosto na porta de pedestres da garagem. O que vale rever é o cadastro dos controles: quantos existem, de quem são e quais foram perdidos. Sistemas de controle com código fixo, que podem ser clonados, merecem substituição independentemente do restante.
Uma prática simples é numerar cada controle e registrar a unidade dele no mesmo cadastro das pessoas. Quando um morador se muda, a administração sabe quais controles pedir de volta, e um controle perdido pode ser desativado sem trocar os de todo o prédio.
O interfone continua
O reconhecimento facial não substitui o interfone, porque o visitante sem convite ainda precisa falar com alguém. O interfone existente, seja convencional ou por aplicativo, continua como está, e o sistema de acesso cuida das portas. Quando os dois são de fornecedores diferentes, é preciso definir quem abre o quê: se o interfone aciona a fechadura diretamente, essa abertura não aparece no histórico do sistema de acesso, e isso deve ser uma decisão consciente.
Quando possível, a abertura pelo interfone passa pelo sistema de acesso, para que o registro fique em um lugar só. Se isso não for possível com o interfone atual, vale ao menos anotar na proposta que essas aberturas ficam fora do histórico, para que ninguém descubra isso só quando precisar de um registro.
Terminais que já existem
Muitos condomínios já têm terminais de reconhecimento facial de uma instalação anterior, às vezes de uma empresa que não presta mais suporte. Se os aparelhos são compatíveis com o sistema novo, eles podem ser aproveitados, e o cadastro gravado neles, com fotos, cartões e digitais, importado em vez de refeito. Isso economiza o investimento nos terminais e semanas de recadastro.
Antes de contar com isso, vale pedir ao fornecedor novo que confirme a compatibilidade modelo por modelo, e que diga o que será importado e o que não. Terminais muito antigos, sem leitura de rosto ou com memória pequena, podem valer mais como peça de reposição do que como porta principal.
Um cronograma de transição
Uma transição sem sustos costuma seguir esta ordem:
- Levantamento: quais métodos existem hoje, quantos cartões e controles estão ativos e quais terminais podem ser aproveitados.
- Instalação com convivência: o novo sistema entra, e o antigo continua funcionando como reserva.
- Cadastro: moradores e funcionários cadastram o rosto, com o cartão como caminho alternativo.
- Corte: a emissão de cartões novos para, os perdidos são desativados e o sistema antigo que não for aproveitado é desligado.
- Revisão: alguns meses depois, a lista de cartões e controles ativos é conferida de novo.
Como a Abriu cuida disso
Na Abriu, terminais Hikvision compatíveis são aproveitados, e a importação lê todos os usuários de cada terminal, com rosto, cartões e digitais, mostra uma prévia e cria as pessoas mantendo os números que elas já tinham. Cartões continuam valendo como método reserva no mesmo cadastro, e desativar uma pessoa retira rosto e cartões de todos os terminais de uma vez.
O interfone e os controles de garagem não fazem parte da Abriu e seguem como estão; quando o interfone passa a abrir a porta pelo sistema, a abertura entra no histórico. A visita técnica confirma modelo por modelo o que pode ser aproveitado antes da proposta.